Aproximações, por Markus Garscha

        A memória de um povo, os movimentos culturais e a dimensão geográfica são elementos fundamentais na composição de uma história.

       Um olhar mais sensível e perceptivo pode avivar detalhes ainda não notados, estabelecer comparações, sugestões e argúcias que definem diferenças ou semelhanças, enquanto a fotografia testemunha, aponta, confere e registra para a posteridade o que de mais expressivo a retina selecionou.

      Desde 2006, em cinco viagens ao Brasil, o fotógrafo alemão Markus Garscha vem estabelecendo entre a Alemanha e este país, significativas Aproximações visuais. O que justifica: suas fotografias não trazem essa equiparação de forma intencional. Não as planejou dentro dessas configurações e para esse fim, mas, foi observando-as e refletindo sobre o que já conhecia que chegou a tal concepção.

      O desejo de trazer a público tais revelações – ou sensações – teria surgido ao confrontar os registros de sua terra natal com aqueles do cenário brasileiro, obtidos em suas estadas no Brasil. Enquanto fotografava lugares desconhecidos, que em suas caminhadas solitárias lhe chamavam a atenção, lançava um olhar novo e redescobria tudo ao seu redor. As imagens abstraídas por sua objetiva dialogam com o real na essência das cores e suas nuances.

        Garscha transmuda para o Brasil, a Alemanha, com toda a sua performance europeia. Uma ponte, onde traça paralelos da paisagem, das intempéries da natureza, da interação e intervenção humanas.

       O fotógrafo, engenheiro de formação, começou a se interessar por fotografia – especialmente pelos portraits e paisagens -, aos onze anos de idade e depois foi se aperfeiçoando, enquanto realizava trabalhos sob encomendas – retratos. Desenvolveu a arte de fotografar praticando em sessões com modelos.

       É curadora da mostra fotográfica, a professora de Museologia da FCS/UFG, Manuelina Duarte, ex-diretora do Museu da Imagem e do Som do Ceará, e ex-coordenadora do Núcleo de Ação Educativa do Centro Cultural de São Paulo. Participou de vários projetos de ação e revitalização de museus.

      A exposição, aberta em 07 de março de 2012, no Museu da Imagem e do Som de Goiás – MIS, Centro Cultural Marietta Telles Machado – Praça Cívica, unidade da Secretaria de Estado de Cultura de Goiás, se estenderá até 18 de maio.

 

                                                                  Maria Júlia Franco

                                                                  Romancista – Supervisora

                                                                  Museu da Imagem e do Som de Goiás

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